LETRAMENTO E ANALFABETISMO FUNCIONAL
Dois temas de muita importância para o desenvolvimento da sociedade, para o desenvolvimento de um país, assim podem ser considerados a alfabetização e o letramento, pois um depende do outro ao passo que um é a evolução e aplicação do anterior, como um passo após o outro, como uma sequencia lógica.
Fato é que todo país que se considera desenvolvido principalmente quando o assunto é o IDH tem a educação como o principal ou um dos principais alvos. Muitos países como por exemplo a Coreia do Sul abandonaram outros investimentos os quais socialmente consideraram de menor importância para medir um impulssionamento mais que forte na educação, pois estes sabiam que apesar da escassez de recursos em outras áreas a educação mudaria a cara do país em questão de poucas décadas. A conclusão foi a seguinte o país que fora um emergente anos atrás pertencente aos Tigres Asiáticos hoje alcança com seu IDH o bloco de países desenvolvidos.
No entanto é necessário que se diferencie Alfabetização de letramento para uma melhor analise. Alfabetização pode ser entendida como o mínimo necessário de entendimento de regras básicas do ensino que possibilitem ao cidadão o entendimento escrito, a expressão escrita, o desenvolvimento de operações matemáticas básicas e elementares, e a inserção, a possibilidade da utilização desses recursos para o estudo e posterior aquisição do letramento. Já o letramento, fazendo uso das sabias palavras da professora Magda Soares da UFMG pode ser definida como: "estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever mas cultiva e exerce as praticas sociais que usam a língua escrita", ou seja se torna um usuário da língua escrita, podendo nas praticas sociais conferir um contrato escrever um bilhete, lista de compras, interpretar um texto, analisar um livro, pesquisar, isso mudará a forma de se relacionar com a sociedade, possibilitará a cultivação de conhecimento, ou seja, o indivíduo irá atrás de informação, na busca de contextos letrados para se divertir e para trabalhar respondendo aos apelos da sociedade globalizada.
Ocorre que já não é de hoje que esta não é a face do país. Um país de proporções continentais que nunca levou a sério a educação, mas sim o temor reverencial em algumas épocas hoje colhe os problemas sociais que plantou. Sim em comparação com oriente e a Europa ainda trata-se de um jovem país, no entanto em comparação a países de semelhança em tempo de existência como é o caso da Austrália (vice-líder) do ranking de IDH o Brasil tem um desempenho sofrível.
Atualmente segundo pesquisas do IBGE o Brasil possui cerca de 13 milhões de analfabetos, que se quer chegaram ao grau de alfabetização. Como se não bastasse temos 27,8 milhões de analfabetos funcionais, os quais são compostos por alfabetizados pouco letrados e letrados pouco alfabetizados sendo estes os que conhecem um pouco as regras para vivencia, interpretam a realidade no entanto sofrem por não saberem utilizar as regras básicas para o desenvolvimento educacional humano, em fim não possuem sequer estruturas básicas da escrita e leitura. Já os alfabetizados pouco letrados são aqueles que sabe ler e escrever mas não sabem se inserir no mundo letrado na composição do saber, não conseguem aplicar as regras na interpretação dos problemas de modo a ter o desenvolvimento prejudicado, carentes de raciocínio na aplicação de conceitos. Fato é que a classe dos analfabetos funcionais acabam por desistirem de estudar em algum momento por não conseguirem acompanhar o ensino, ou arrastam essa deficiência até a fase adulta.
Ambas as classes analfabetos e analfabetos funcionais, por óbvias carências na educação comporão a sociedade menos provida num cenário de lógica social, pois fatalmente por terem menos acesso ao conhecimento serão preteridos em bons empregos, e em empregos especializados, ficando margem da sociedade, socialmente passarão a depender de distribuição de renda e tornarão seus filhos em cidadãos que avançarão em pouco ou quase em nada em relação aos pais o que gera um ciclo vicioso. Esse ciclo vicioso é péssimo ao desenvolvimento do país sendo vital a mudança neste aspecto para que haja uma melhoria no país.
O índice de pessoas funcionalmente alfabetizadas esta aumentando mas o que poderia ser um aspecto bom na verdade omite um dado de extrema relevância. Apenas 1/4 da população brasileira pode ser considerada leitor pleno com alfabetismo pleno. o aumento do alfabetismo funcional não aumentou o numero de leitores plenos. E isso não gera um benefício social nem educacional ao País. Não basta saber metade é necessário utilizar isso para evoluir, caso contrario a sociedade do país continuará estagnada assim como o próprio.
O Problema é social, cultural, carência de esforços governamentais e investimento, má distribuição de renda, mas também é da escola, pois uma criança que se desenvolve durante anos chegar sem ser alfabetizada e letrada ainda que minimamente nos padrões exigidos mostra um verdadeiro descaso de autoridades e de membros do ensino público.
A Alfabetização plena no Brasil ainda é um sonho distante, mas se não começarmos a caminhada o caminho ficará cada vez maior, porque o conhecimento sempre anda tudo evolui, a tecnologia de hoje não será a de amanhã, a necessidade de hoje não será mais a de amanhã, a adaptação a especialização e o aprendizado são necessidades obrigatórias.
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